Curiosidades'

Quanto tempo podem ficar certos materiais na natureza?
- O papel e o papelão podem levar de 3 a 6 meses para serem absorvidos.
- Uma simples pastilha elástica pode levar 5 anos.
- As latas de refrigerante levam de 80 a 100 anos.
- O plástico pode levar até 500 anos. Mas alguns, simplesmente, não se decompõem.
- E o pior: o vidro fica um milhão de anos na natureza sem de decompor.



Reflexão: Tendo em conta que a última unidade de Geologia é sobre recursos geológicos e exploração sustentada, achei interessante colocar estas curiosidades sobre reciclagem. Desde sempre, a Humanidade esteve dependente dos recursos da Terra e, como tal, deve protegê-la e preservá-la.


As falhas #

Falha normal – Tecto desloca-se para baixo relativamente ao muro (ângulo obtuso entre o plano de falha e o plano horizontal). Resultam de tensões distensivas, como as que existem em zonas divergentes de placas.

Falha inversa – Tecto desloca-se para cima relativamente ao muro (ângulo agudo entre o plano de falha e o horizontal). Resultam da actuação de tensões compressivas, nomeadamente em zonas convergentes de placas.

Falha de desligamento – São falhas resultantes da acção de tensões cisalhantes. O movimento pode ser lateral direito ou lateral esquerdo e paralelo à direcção do plano de falha. Ocorrem frequentemente em limites conservativos de placas.



Reflexão: As falhas são superfícies de fracturas onde ocorreu um movimento relativo entre dois blocos. Nestas existe o tecto - bloco que se encontra acima do plano de falha, e o muro -bloco que se encontra abaixo do plano de falha.

As dobras #

As dobras correspondem a alterações da forma e da dimensão dos blocos rochosos que manifestam um comportamento dúctil face às forças a que estão sujeitos.


Reflexão: As dobras correspondem ao encurvamento de superfícies originalmente planas, podendo assumir diferentes formas espaciais. A dobra é : antiforma - apresentam uma abertura voltada para baixo; sinforma - apresentam uma abertura voltada para cima; dobra neutra - abertura orientada lateralmente.

Deformações #

A dinâmica da própria litosfera origina forças tectónicas que tendem a deformar os materiais rochosos. Esta deformação pode traduzir-se pelo aparecimento de falhas e dobras nas estruturas geológicas, dependendo do estado de tensão e do comportamento dos materiais das rochas.

- Estado de tensão compressivo – origina falhas compressivas ou inversas, e dobras;
- Estado de tensão distensivo – origina falhas normais ou extensivas, e estiramentos;
- Estado de tensão cisalhante - origina falhas de cisalhamento ou cisalhamentos.


Reflexão: O resultado da deformação de estruturas geológicas, depende de características estruturais das rochas como a pressão, a temperatura a que estão sujeitas, e ainda o comportamento dos materiais. Este pode ser dúctil (elevadas pressões e temperaturas) ou frágil (baixas pressões e temperaturas), originando dobras ou falhas, respectivamente.

Os minerais-índice #

Alguns minerais são mesmo específicos de ambientes metamórficos e podem caracterizar as condições presentes num determinado contexto metamórfico. De entre esses minerais podemos citar a clorite, a estaurolite, a silimanite, a granada, a cianite, a andaluzite e o epídoto.

A presença de minerais permite inferir das condições de pressão e temperatura em que decorrem os processos metamórficos. Os minerais que permitem caracterizar essas condições são designados minerais-índice.



Reflexão: Certos minerais como a cianite, andaluzite e silimanite, são bastante característicos de determinadas condições de pressão e temperatura. Assim sendo,  estes minerais contribuem para a descoberta destas condições específicas e é possivel retratar ambientes antigos através das informações fornecidas por eles - os paleoambientes.

Rochas metamórficas - Tensões #

Tensões litostáticas  - esta tensão resulta da tensão exercida pelo peso da massa rochosa suprajacente; é exercida de igual modo em todas as direcções, para profundidades de 3 km; origina a diminuição do volume dos materiais rochosos, consequentemente aumenta a sua densidade.

 
Tensões não litostáticas  - este tipo de tensão resulta das forças tectónicas (compressivas, distensivas, cisalhamento); produzem uma orientação preferencial dos minerais, que ficam alinhados perpendicularmente à direcção da força.
 

Reflexão: Os minerais que constituem as rochas são mais estáveis em ambientes semelhantes àqueles que estiveram presentes durante a sua formação. E, quando são sujeitos a tensões litostáticas ou não litostáticas, essas condições mudam. Os minerais podem ser transformados, devido a novos arranjos de partículas, ocorrendo desta forma a recristalização.

Curiosidades'

As medusas são cnindários invertebrados (seres marinhos dotados de cnidócitos). Foram um dos primeiros animais a surgir na terra, depois das esponjas ou anémonas, sendo animais simples de corpo transparente e mole, não possuindo cérebro nem sistema digestivo.

É um ser vivo indefeso, por isso, no decorrer da evolução surgiram tentáculos que podem queimar quem com estes contactar.

Reflexão: As medusas são animais comuns a todos os oceanos do mundo, possuindo como corpo um saco com simetria radial formado por duas camadas de células. Estas apresentam tentáculos, que podem representar um perigo para o Homem.

Textura das rochas magmáticas #

Textura granular ou fanerítica  - Os diferentes cristais da rocha são visíveis macroscopicamente. Característica de rochas plutónicas, com arrefecimento lento do magma (granito, gabro e diorito).

Textura agranular ou afanítica  - A rocha é formada, por cristais tão pequenos que não se distinguem uns dos outros macroscopicamente. Característica de rochas vulcânicas, com arrefecimento rápido do magma (basalto, riólito, andesito).

 Reflexão: A textura das rochas depende, essencialmente, do modo como ocorreu o arrefecimento do magma que está na sua origem. Assim, podem-se distinguir dois tipos de textura, a granular e a agranular.

Diferenciação magmática #

À medida que os magmas vão arrefecendo no interior das câmaras magmáticas, ocorre a cristalização de minerais. Uma vez que os materiais cristalizados deixam de fazer parte do magma, formam-se fracções magmáticas com composição diferente do magma inicial. Este processo, de diferenciação magmática, permite que a partir de um só magma se formem diferentes tipos de rochas.


Reflexão: Na diferenciação magmática ocorre o fenómeno da cristalização fraccionada, em que os minerais se vão cristalizando, numa sequência decrescente de pontos de fusão. Assim, o magma inicial vai enriquecendo em certos compostos e ficando pobre noutros, o que leva à criação de rochas magmáticas diferentes, que só seriam originadas por um magma que não corresponde ao inicial.

Formação dos minerais #

Isomorfismo - Ocorrência de substâncias de minerais com composição química diferente e textura cristalina semelhante. Em certos casos de substâncias isomorfas, pode ocorrer a substituição, na rede estrutural como acontece com as plagioclases, que são silicatos em que o Na+ e o Ca2+ se podem intersubstituir.
 
Polimorfismo - Minerais com a mesma composição química, mas apresentam redes cristalinas diferentes. O carbonato de cálcio, por exemplo, pode formar dois minerais diferentes, a calcite e a aragonite. Também o carbono pode cristalizar, e originar minerais diferentes, como o diamante e a grafite.
 
 
Reflexão: É importante diferenciar o conceito de isomorfismo e polimorfismo, sendo que o primeiro se refere a substâncias minerais com textura cristalina semelhante e o segundo a composições químicas iguais. A ocorrência destas subtâncias, isomorfas ou polimorfas, depende de certas condições exteriores. Temos o exemplo do carbono, que se cristalizar a baixas pressões, origina grafite mas, se cristalizar a elevadas pressões, origina o diamente.

Magmas Riolíticos #

Originam-se a partir da fusão parcial das rochas constituintes da crusta continental.
São magmas muito ricos em gases, porque resultam da fusão das rochas da crusta continental, ricas em água e dióxido de carbono. Estes magmas riolíticos têm um elevado teor em sílica (superior a 65%) - magmas muito viscosos.

Reflexão: Os magmas riolíticos são aqueles que apresentam maior teor em sílica e cristalizam, praticamente na sua totalidade, no interior da crusta terrestre, originando rochas como o granito ou o riólito.

Magmas Andesíticos #

Formam-se em especial, nas zonas de subducção e relacionam-se com zonas vulcânicas. Estes têm, em geral, uma origem muito complexa.
A composição deste tipo de magma depende da quantidade e da qualidade do material do fundo oceânico subductado. Este inclui água, sedimentos e uma mistura de material com origem quer na crusta oceânica quer na continental.
Estes magmas têm uma composição intermédia, em relação ao seu teor em sílica (teor variável entre 50% e 65%)
 
 
 
Reflexão: Estes tipo de magmas contém maior teor em silica do que o magma basáltico. Se este magma consolidar em profundidade, originam rochas chamas dioritos; se consolidar à superfície, formam-se rochas com o nome de andesitos.

Curiosidade '

As formigas conseguem suportar 8 vezes o seu peso.



As formigas são insectos que vivem em colónias. Elas nunca dormem, trabalham por turnos, e para poderem descansar apenas diminuem o seu metabolismo, entrando assim num estado de dormência.

Reflexão: As formigas são pequenos insectos com fisionomia e comportamento bastante diferente dos restantes. Cooperam entre si para obter alimento e conseguem fazê-lo porque suportam "grandes" pesos relativamente ao seu.

Magmas basálticos #

Os magmas basálticos são expelidos, ao longo dos riftes e dos pontos quentes, tendo-se originado a partir de rochas do manto. O magma basáltico resulta da fusão de um rocha do manto, o peridotito. Este tem uma composição próxima da do basalto, mas mais rica em minerais ferromagnesianos.



São magmas com baixo teor em sílica (inferior a 50%), por isso com um elevado grau de fluidez. As rochas originadas a partir de erupções vulcânicas correspondem ao basalto; no caso dos magmas arrefecerem em profundidade, originam o gabro.
 
 

Reflexão: Os magmas basáltos constituem grande parte das rochas dos fundos oceânicos e também são predominantemente emitidos pelos vulcões. Estes magmas têm um baixo teor em sílica.

Actividade laboratorial (3)

Numa das nossas aulas, realizámos mais uma actividade laboratorial. Desta vez, debruçamo-nos sobre os minerais, um conteúdo abordado na Geologia.
Observámos várias amostras fornecidas pelo professor e identificámos algumas das suas propriedades, como a cor, o brilho, a clivagem, a fractura, a dureza, a densidade e também a cor da respectiva risca.
Assim, conseguimos identificar os minerais, entre os quais encontramos calcites, biotites, fluorites, pirites, galenas, ortoses, quartzos, ...
Esta actividade teve importância para a percepção da fiabilidade das características dos minerais e também para a percepção da sua organização na estrutura cristalina.

Princípio da intersecção e da inclusão #



O princípio da intersecção diz que qualquer estrutura que intersecte vários estratos se formou depois deles, logo, é mais recente.






O princípio da inclusão refere que os fragmentos de rocha incorporados num dado estrato são mais antigos do que ele.




Reflexão: De acordo com estes princípios, os geólogos estabelecem uma cronologia relativa sobre uma série de acontecimentos.

Principio da identidade paleontológica #

Estratos pertencentes a colunas estratigráficas diferentes e que possuam conjuntos de fósseis semelhantes têm a mesma idade relativa. Nesta datação, são importantes os fósseis de idade. São bons fósseis de idade aqueles que tiveram um curto período de vida, mas que tiveram uma grande expansão geográfica.


Reflexão: Este princípio indica-nos que estratos que contêm os mesmos fósseis possuem a mesma idade.

Princípios da continuidade lateral #

Os estratos podem ser tanto mais espessos como menos espessos, consoante as condições de sedimentação do local. Isto permite datar, em colunas estratigráficas de dois lugares afastados, sequências de estratos idênticas (desde que as sequências de deposição sejam semelhante).


Reflexão: Se as rochas estiverem intercaladas em rochas idênticas, mesmo que estejam distantes, pode estabelecer-se uma correlação de idade, ajudando-nos na datação de estratos.

Princípio da sobreposição de estratos #

Numa série de estratos, qualquer estrato é mais recente do que os estratos que estão abaixo dele e mais antigo do que os estratos que a ele se sobrepõem. Por vezes, surgem superfícies de descontinuidades onde ocorreram eliminação de determinados estratos, devido, por exemplo, à erosão.


Reflexão: Este príncipio é aplicado sobretudo às rochas sedimentares e permite-nos uma datação relativa dos estratos.

O presente é a chave do passado. #

As rochas sedimentares são habitualmente estratificadas e fossilíferas. Além disso, preservam determinadas estruturas que permitem desvendar as condições da sua formação. As superfícies de estratificação ocorrem frequentemente marcas que testemunham a existência de interrupções na sedimentação, como por exemplo: marcas de ondulação, fendas de dessecação, marcas das gotas da chuva ou mesmo presença de pegada, pistas de reptação fezes fossilizadas (icnofósseis).

 

Assim, a partir do princípio das causas actuais, pode explicar-se o passado a partir do que se observa hoje, pois acredita-se que determinados fenómenos no passado são idênticos aos do presente.



Reflexão: O estudo de fenómenos actuais pode trazer-nos imensas informações sobre o passado geológico. As rochas têm um papel determinante nas descobertas da história da Terra, em termos cronológicos pois permitem-nos uma datação desses acontecimentos. Desta maneira, cada rocha pode contar-nos uma hisória da Terra e da Vida.