Rochas sedimentares detríticas #

As rochas sedimentares detríticas são constituídas sobretudo por sedimentos de origem detrítica, ou seja, sedimentos resultantes do processo de meteorização e erosão de rochas preexistentes. Podem ser formadas a partir de clastos soltos, sendo consideradas rochas não consolidadas, ou podem ser formadas por clastos ligados por um cimento formados por minerais novos, sendo assim uma rocha consolidada.



Reflexão: As rochas sedimentares podem ter origem detritica e como tal são classificados como rochas sedimentares detriticas. Dentro destas, ainda podem ser consolidadas ou nao consolidadas. Nestas rochas dá-se importância às dimensões dos materiais que as constituem para as poder caracterizar.

Saída de campo

No âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, foi-nos proposta uma saída de campo com o objectivo de aprofundarmos os temas e conteúdos abordados nas aulas. Esta pretendia também fazer-nos reflectir sobre a ignorância e erros das populações que se verificam na faixa litoral do Parque Natural Litoral Norte (PNLN), a qual foi a escolha para a nossa visita.



Toda esta zona reflecte a inconsciência desmedida do Homem e a sua falta de conhecimentos geológicos, o que contribuiu para consciencializar todos os alunos participantes. Deste modo, considero que foi uma aula de campo benéfica para organizar e complementar o nosso estudo.

Actividades laboratoriais (2)

Uma das últimas actividades laboratoriais que realizámos foi a classificação de certos seres vivos. Desta maneira, debruçamo-nos sobre a sistemática e a taxonomia, e tentámos descobrir o reino, o filo, a classe e ainda a classe a que estes pertenciam, através de chaves dicotómicas que o professor nos forneceu.





Por exemplo, o golfinho pertence ao reino Animalia e, com base nas suas características e através da chave dicotómica, ficamos a saber que pertence ao Filo – Chordata e à Classe – Mammalia.

Tema 3 e 4

Evolução biológica e Sistemática dos seres vivos
- Animalia- reino dos seres vivos constituído por organismos eucariontes multicelulares.

- Classificação artificial- tipo de classificação que não tinha em conta o factor tempo e para além disso baseava-se num pequeno numero de caracteristicas para agrupar os seres vivos.

- Classificação evolutiva- classificação biológica ou filogénica, é aquela que está assente na semelhança genética e molecular em detrimento dos critérios morfológicos, agrupa os organismos em função do grau de parentesco entre eles.

- Classificação horizontal- classificação biológica que não tem em conta o tempo, previligiando os caracteres estruturais, sem procurar reflectir as relações filogenéticas.

- Classificação natural- aquela em que a formação dos grupos se baseia no maior número possivel de caracteres, agrupando assim os organismos mais relacionados entre si.

- Classificação racional- classificação biológica baseada em caracteres apresentados pelos seres vivos.

- Classificação vertical- classificação que tem em consideração a evolução ao longo do tempo.

- Darwinismo- teoria explicativa da biodiversidade baseada na actuação da selecção natural sobre a variabilidade dos indivíduos.

- Epíteto específico- termo que se coloca a seguir ao nome genérico, para no conjunto designar a espécie.

- Espécie- unidade básica de classificação, representa um grupo natural constituído pelo conunto de indivíduos morfologicamente semelhantes, que partilhando o mesmo fundo genético podem cruzar-se entre si originando descendência fértil.

- Estruturas análogas- formações que executam função idêntica, podendo por convergência apresentar forma semelhante, tendo, contudo, origem e estrutura diferentes.

- Estruturas homólogas- formações relacionadas filogeneticamente que têm, por isso, a mesma origem e estrutura básica, podendo ter funções diferentes.

- Estruturas vestigiais- estruturas atrofiadas sem qualquer função evidente.

- Evolução convergente- ocorre quando pressões selectivas semelhantes originam adaptações semelhantes em grupos taxonómicos não relacionados.

- Evolução divergente- ocorre quando uma ou mais populações relacionadas apresentam estruturas homólogas como resultado de pressões selectivas diferentes.

- Fundo genético- conjunto de todos os alelos de todos os genes que estão presentes nos indivíduos de uma população.

- Fungi- reino de seres vivos constituído por organismos eucariontes, na maioria multicelulares.

- Lamarckismo- teoria evolucionista que explica a diversidade específica através da lei do uso e do desuso e da herança dos caracteres adquiridos.

- Monera- reino de seres vivos constituído por organismos procariontes, unicelulares.

- Neodarwinismo- teria da evolução que explica o aparecimento de espécies por mutações e recombinações génicas triadas por selecção natural.

- Nomenclatura binominal - nomenclatura utilizada na designação de espécie. Constam dois termos: o primeiro é o nome do género a que a espécie pertence e o segundo o restritivo específico.

- Nomenclatura trinominal- nomenclatura utilizada na designação da subespécie em que a seguir ao nome da espécie se acrescenta um terceiro nome, o restritivo subespecífico.

- Plantae- reinos de seres vivos constituído por organismos eucariontes, multicelulares, com nutrição autotrófica.

- Protista- reino de seres vivos constituído por seres eucariontes, muitos são unicelulares, alguns têm organização colonial e outros são multicelulares.

- Restritivo específico- o mesmo que epitéto específico.

- Sistemática- ciência que procura compreender as relações de parentesco entre os seres vivos e fazer a sua história evolutiva, podendo também fazer a sua classificação.

- Taxon- cada uma das categorias taxonómicas

- Taxomia- ramo da Biologia que se ocupa da classificação dos seres vivos e da nomenclatura dos grupos formados.

- Teoria sintética- o mesmo que darwinismo.


Reflexão: Estas são definições de alguns conceitos chave na nossa aprendizagem da matéria leccionada no Tema 3 e 4.